Casos Clínicos

Cirurgia plástica periodontal para correção de defeito ósseo com o uso de biomaterial, aplicando-se a técnica da regeneração tecidual guiada (RTG)

Dr. William de Simone e Dr. William Buelau

Clínica da São Leopoldo Mandic – CPO SL-Mandic, Campinas, São Paulo, no curso de mestrado em periodontia em 2006.

Paciente genero feminino, melanoderma, 28 anos, com significativa perda óssea bilateral localizada entre canino e primeiro pré-molar superior direito e esquerdo (fig. 1 e 2) com queixa de comprometimento estético do sorriso.

Procedimento

Usualmente a reabilitação estética do local é realizada pelo profissional com a utilização de enxerto de tecido conjuntivo, sendo a área doadora o palato para aumento do volume tecidual, técnica esta, que tem como desvantagem, um tempo cirúrgico maior, uma maior morbidade e um desconforto pós-cirúrgico significativo.

A técnica proposta no caso apresentado, foi a utilização de material aloplástico, específicamente hidróxiapatita HAP-91 Ravioli (fig. 3) em função de sua textura e entrelaçamento, material este de comprovação científica para regularização do volume ósseo.

Após devidamente esclarecida sobre o procedimento, a paciente concordou com sua realização, sendo devidamente medicada.

Após anestesiada, realizou-se uma incisão em fundo de saco e duas incisões relaxantes, técnica de Newman (fig. 4), deslocando-se o tecido juntamente com o periósteo provocando um afrouxamento total do tecido, expondo o osso maxilar (fig. 5). Em seguida confeccionou-se uma matriz com papel de fio de sutura (estéril) para se cortar o ravióli de hidroxiapatita no tamanho necessário (fig. 6). Uma vez descorticalizado o osso maxilar para aporte sangüíneo do enxerto (fig. 7), posicionou-se o ravióli de hidroxiapatita (HAP-91) (fig. 8 e 9). Após confirmada a posição e volumes corretos, realizou-se a sutura com fio vycril 5-0 (fig. 10).

Para a preservação do leito cirúrgico, foi solicitado à paciente evitar compressão da região bem como manter higienização e escovação cuidadosa.

Conclusão

A correção do defeito ósseo apresentou resultados satisfatórios após 5 meses (lado direito fig. 11) (lado esquerdo fig. 13), e após 11 meses (lado direito fig. 12) (lado esquerdo fig 14). Evitou-se o uso de área doadora, no caso o tecido palatino, causando dessa forma uma menor morbidade e diminuindo consideravelmente o tempo cirúrgico com um pós-operatório menos complicado.